Carol, que coincidência: eu vi essa matéria hoje e pensei o dia inteiro sobre ela. Eu achei meio radical e auto-centrado (tudo bem, é uma tendência mundial, mas será que essa taxa seria assim tão desoladora no MUNDO todo?). Não sei, acho que quando nos prestamos a decretar a morte das coisas é porque elas não estão de fato morrendo. Morte de verdade não deixa testemunhas. Sempre há espaço para lutar, ressuscitar, reformar? Estou divagando, mas realmente pensei muito nisso hoje. Tenho pensado muito em todas essas coisas (meu texto de hoje conversa com o seu, mas na direção oposta). Acho que o mundo está sendo radicalmente transformado e agora precisaremos lutar para defender a ficção, como ela precisa ser. Se a gente desiste, já era. Eu francamente agradeço por você não ter desistido.
Oi, Fabi! Valeu pelo comentário. Sim, nossos textos dialogam, e eu até pensei em acrescentar no meu que agora estou longe do Instagram, mas não sei se quando eu lançar o próximo livro vou poder manter minha vida livre disso. Quero dizer que super te entendo :)
Eu gostei do texto da Atlantic. A autora não decreta tanto a morte completa quanto a importância da cultura escrita na sociedade, e é difícil discordar dela. Sobre desistir: nunca pensei em fazer isso! Sigamos. ;)
Li um trecho da sua newsletter pra minha mãe no café da manhã. Ela me contou que esses dias descobriu uma empresa que oferece o serviço de gastar os livros da sua biblioteca, deixá-los com marcas de leitura, para que as pessoas pensem que você os leu. Também quero fugir para as montanhas, rs.
Carol, eu realmente espero que mais pessoas estejam indo na contramão daquilo que a maioria das pessoas está vivendo em 2026. Espero que a gente se lembre de voltar pro básico: dormir bem, comer comidas preparadas com carinho por nós, ler um bom livro, cuidar dos nossos, trabalhar e descansar.
Levo esse trecho comigo da Horowitch: “…a escrita força o autor a desacelerar e refletir.“ — me fez pensar que quando eu não estiver confortável em sentar e escrever é porque talvez eu não esteja me permitindo desacelerar e confrontar meu eu interno.
Confesso: fui uma das pessoas que pensei onde vc encontra pessoas tão "inusitadas"? ;) Não sei se vc viu mas David Wallace-Wells contestou no NYT esse artigo da Arlantic no sentido de mostrar que essa queda de leitores se arrasta há décadas. É, de qualquer forma, assustador. A Netflix divulgou ontem que as adaptações literárias estão impulsionando a venda de livros (até 8 x). Na dúvida, sigo seu exemplo: ler livros, grifar revistas, menos tempo nas redes.
''Eu vi o que estava se aproximando e decidi ficar à margem. Não totalmente à margem, mas um pouco. O suficiente.''
Me identifiquei tanto com essa frase, foi exatamente o que eu fiz. Escolhi vir morar no interior da italia, bem interior, se posso dizer...... pra continuar tendo a chance de escolher oq seguir ou nao. Onde o tempo das coisas, pelo menos na vida real cotidiana permanece un pouco mais lenta.
Trago uma saudável paranóia: será que essas pesquisas são precisas? Desconfio porque estou vendo algumas iniciativas de publicação não estruturadas fazendo bastante sucesso. Plataformas, sites e apps (querendo lucrar com publicidade, lógico) congregam milhares de escritores e mais milhares de leitores. Todas nichadas: no romance, no litRPG, no "hot"... Pense no Wattpad mas mais intenso. Ali as pessoas lêem seriadamente, mas meio que sem saber onde a história termina. E desconfio que toda essa leitura não aparece em pesquisas, porque essas são iniciativas do mercado editorial e se preocupam principalmente com vendas de livros e e-books. ACHO (mas posso estar bem errado) que existe muita leitura não-estruturada que voa por debaixo dos radares das pesquisas.
Mesmo que sejamos poucos, em retiros de escrita e clubes de leitura espalhados nos lugares mais remotos do planeta, seguiremos juntos fazendo parte de algumas das melhores experiências da vida ❤️
Ah, queria foto dessa banheira. Fiquei curiosa! Sobre o lance da leitura, me veio Berlim à mente, onde ainda me surpreendo por ver tanta gente com livro de papel nas mãos em espaço público, no transporte, no café e até em show. Mas, de fato, a maioria são pessoas 30+. Porem, penso que a nostalgia e as crianças de hoje talvez resgatem a leitura no futuro como os jovens têm resgatado tanta coisa analógica (minha afilhada de 6 anos gosta mais de ler livros do que brincar). Enfim, quero te visitar. Hahahaha
E lendo teu texto acabei de descobrir que sou determinada 😌 Eu já desconfiava, embora em grande parte do tempo, eu seja apenas teimosa mesmo. Sejamos resistência então, mas torcendo para que esses números estejam equivocados 🤞🏻
Entendo e compartilho a vontade/saudade de estar em águas quentes ao ar livre durante dias frios. Nunca fiz isso com um livro ou e-reader na mão, mas fantasio que deva ser muito gostoso. ❤️
Carol, que coincidência: eu vi essa matéria hoje e pensei o dia inteiro sobre ela. Eu achei meio radical e auto-centrado (tudo bem, é uma tendência mundial, mas será que essa taxa seria assim tão desoladora no MUNDO todo?). Não sei, acho que quando nos prestamos a decretar a morte das coisas é porque elas não estão de fato morrendo. Morte de verdade não deixa testemunhas. Sempre há espaço para lutar, ressuscitar, reformar? Estou divagando, mas realmente pensei muito nisso hoje. Tenho pensado muito em todas essas coisas (meu texto de hoje conversa com o seu, mas na direção oposta). Acho que o mundo está sendo radicalmente transformado e agora precisaremos lutar para defender a ficção, como ela precisa ser. Se a gente desiste, já era. Eu francamente agradeço por você não ter desistido.
Oi, Fabi! Valeu pelo comentário. Sim, nossos textos dialogam, e eu até pensei em acrescentar no meu que agora estou longe do Instagram, mas não sei se quando eu lançar o próximo livro vou poder manter minha vida livre disso. Quero dizer que super te entendo :)
Eu gostei do texto da Atlantic. A autora não decreta tanto a morte completa quanto a importância da cultura escrita na sociedade, e é difícil discordar dela. Sobre desistir: nunca pensei em fazer isso! Sigamos. ;)
Eu escrevi quase uma newsletter dentro da sua newsletter kkkkkkkk foi mal
Quando tudo mundo está escrevendo sobre a morte de alguém ou de algo, ela ou ele nunca esteve tão vivo.
Li um trecho da sua newsletter pra minha mãe no café da manhã. Ela me contou que esses dias descobriu uma empresa que oferece o serviço de gastar os livros da sua biblioteca, deixá-los com marcas de leitura, para que as pessoas pensem que você os leu. Também quero fugir para as montanhas, rs.
Achei bonito isso de você ler um trecho pra sua mãe no café da manhã <3 Sobre isso de gastar os livros, MEU DEUS. Não há o que não haja.
Carol, eu realmente espero que mais pessoas estejam indo na contramão daquilo que a maioria das pessoas está vivendo em 2026. Espero que a gente se lembre de voltar pro básico: dormir bem, comer comidas preparadas com carinho por nós, ler um bom livro, cuidar dos nossos, trabalhar e descansar.
Levo esse trecho comigo da Horowitch: “…a escrita força o autor a desacelerar e refletir.“ — me fez pensar que quando eu não estiver confortável em sentar e escrever é porque talvez eu não esteja me permitindo desacelerar e confrontar meu eu interno.
Obrigada por mais essa edição!
Acho que não são poucos que estão tentando ir na contramão, felizmente!
Boa sorte na escrita :)
Diorama me trouxe de volta para o mundo das pessoas que leem ficção. Te devo essa.
Opa! Não sabia disso, que bonito.
Confesso: fui uma das pessoas que pensei onde vc encontra pessoas tão "inusitadas"? ;) Não sei se vc viu mas David Wallace-Wells contestou no NYT esse artigo da Arlantic no sentido de mostrar que essa queda de leitores se arrasta há décadas. É, de qualquer forma, assustador. A Netflix divulgou ontem que as adaptações literárias estão impulsionando a venda de livros (até 8 x). Na dúvida, sigo seu exemplo: ler livros, grifar revistas, menos tempo nas redes.
Não vi essa resposta no NYT! Vou dar uma olhada, Tati, obrigada pela dica.
''Eu vi o que estava se aproximando e decidi ficar à margem. Não totalmente à margem, mas um pouco. O suficiente.''
Me identifiquei tanto com essa frase, foi exatamente o que eu fiz. Escolhi vir morar no interior da italia, bem interior, se posso dizer...... pra continuar tendo a chance de escolher oq seguir ou nao. Onde o tempo das coisas, pelo menos na vida real cotidiana permanece un pouco mais lenta.
Eu adoro essa lentidão preservada.
“Há um medo entre historiadores, sussurrado entre painéis e conferências, de que eles serão a última geração a sistematicamente examinar o passado.”
Solta uma dessa e vai dormir. Pra massacrar o que resta do coração.
Hahahahaha
Trago uma saudável paranóia: será que essas pesquisas são precisas? Desconfio porque estou vendo algumas iniciativas de publicação não estruturadas fazendo bastante sucesso. Plataformas, sites e apps (querendo lucrar com publicidade, lógico) congregam milhares de escritores e mais milhares de leitores. Todas nichadas: no romance, no litRPG, no "hot"... Pense no Wattpad mas mais intenso. Ali as pessoas lêem seriadamente, mas meio que sem saber onde a história termina. E desconfio que toda essa leitura não aparece em pesquisas, porque essas são iniciativas do mercado editorial e se preocupam principalmente com vendas de livros e e-books. ACHO (mas posso estar bem errado) que existe muita leitura não-estruturada que voa por debaixo dos radares das pesquisas.
Mesmo que sejamos poucos, em retiros de escrita e clubes de leitura espalhados nos lugares mais remotos do planeta, seguiremos juntos fazendo parte de algumas das melhores experiências da vida ❤️
Ah, queria foto dessa banheira. Fiquei curiosa! Sobre o lance da leitura, me veio Berlim à mente, onde ainda me surpreendo por ver tanta gente com livro de papel nas mãos em espaço público, no transporte, no café e até em show. Mas, de fato, a maioria são pessoas 30+. Porem, penso que a nostalgia e as crianças de hoje talvez resgatem a leitura no futuro como os jovens têm resgatado tanta coisa analógica (minha afilhada de 6 anos gosta mais de ler livros do que brincar). Enfim, quero te visitar. Hahahaha
É desolador ler isso tentando começar uma carreira de escritor aos 45 anos. Mas pelo pouco que nos resta, a gente luta até o fim.
Os gigantes nunca vencem. Eles só existem enquanto lutamos contra eles. Quando paramos de lutar, desaparecem.
Assustadora essa crônica, mas absolutamente em linha com a realidade perceptível. Basta observar um pouco os movimentos urbanos pra se dar conta.
E lendo teu texto acabei de descobrir que sou determinada 😌 Eu já desconfiava, embora em grande parte do tempo, eu seja apenas teimosa mesmo. Sejamos resistência então, mas torcendo para que esses números estejam equivocados 🤞🏻
Estamos nos aproximando desesperadamente de Admirável Mundo Novo, Farenheit 451 e outras distopias com pessoas preguiçosas.
Entendo e compartilho a vontade/saudade de estar em águas quentes ao ar livre durante dias frios. Nunca fiz isso com um livro ou e-reader na mão, mas fantasio que deva ser muito gostoso. ❤️