sendo imigrante, posso afirmar que o que a língua separa a música vai lá e aproxima. as relações mais próximas que tenho criado vivendo em outro país começaram nessa troca. inclusive, acho que é meu esporte favorito mostrar música brasileira pros gringos. aí é garantia pra cativar as pessoas certas
Que edição preciosa. Concordo bastante sobre o gosto musical, mas sendo imigrante e estando em desvantagem, ainda assim meus melhores amigos aqui são brasileiros, mas tenho um amigo japonês muito especial com o qual me conectei por causa do gosto musical e do tanto que aprendo sobre a cena musical dos anos 80 e 90 do Japão.
Me deu saudades da vitrola que vendi quando nos mudamos para o carro-casa. Algum dia, ainda vou atrás dela de novo. Era um prazer imenso ouvir música conscientemente.
Ah, Carol, agora você me animou para trazer mais sobre o carro-casa na minha news (e finalmente continuar a escrita do livro, que anda parada por falta de tempo). Mas, para te deixar menos curiosa por agora: carro-casa é o jeito carinhoso que encontrei de chamar o nosso motorhome, afinal foi construído por nós <3
Feliz de ter você lá no meu cafofo! As abobrinhas estão enlouquecidas. Hoje já colhi mais quatro 😅🫛
A gente ta perto, mas ta longe. Eu aqui de Vancouver reconheco alguns pilares que nos ajudariam numa possivel amizade... Fellow porto-alegrense here!
Tu me fizeste lembrar as horas a fio que o radio de casa mantinha-se ligado para que minha mae se informasse do assassinato do Daut, mais precisamente do julgamento. Aquilo recheou a minha mente infantil tentando recriar a cena da morte, uma historia super marcante e cheia de personagens.
Consegui conquistar um grupo de amigas aqui a partir de dois hobbies: ler e escrever. Agora estou atras de parcerias pra jogar tenis nas quadras publicas enquanto os dias sao secos e quentes.
Opa, Lucia, o dia que eu for pra aí - ainda quero conhecer Vancouver -, te chamo e jogamos tênis. Agora só viajo com raquete (sou dessas). Se pintar aqui pela Califórnia, avisa também
Foi uma revista Bizz, que eu lia no intervalo da aula, que me aproximou de uma amiga muito queriada. Com ela tenho algumas das memórias mais afetivas. E, talvez, seja apenas o pilar da música, o único que nos conectava de verdade. Faz tempo que não nos vemos.
Lembro agora, também, de um trecho do livro "O Animal Social" (Elliot Aronson), que diz assim "Por que toda cultura conhecida desenvolveu alguma forma de canção, dança, ritmo ou melodia?... ... Na verdade, a música existe em toda parte por causa de seu poder de organizar os indivíduos, em grupos ou times coordenados de uma forma que nada mais consegue fazer, transmitindo informações sobre o humor de um grupo ou um propósito específico para muitas pessoas ao memso tempo... Pense na plateia de concertos oscilando em sicronia com a música, como podemos ir às lágrimas, rir ou dançar ao som de nossa canções favoritas. A música é essencial porque ela nos conecta emocionalmente aos outros".
Carol querida, obrigada por me lembrar dessa música e das noites adolescentes que passei ouvindo esse disco no meu quarto. Hoje lavaremos a louça do jantar ao som de Bauhaus.
OBS: Eu cantava errado: "All to be the dream". Coisas da juventude...
"Dentre todas as artes, talvez a música seja a que estabelece as conexões humanas mais fortes. Como se disséssemos: se esses acordes e essa voz te emocionam como me emocionam, então só nos resta sermos amigos." Vou ficar com essa no dia de hoje...
Este trecho do seu texto me levou direto para um tempo onde minhas mais importantes amizades se fizeram. Hoje, posso encontrar um velho amigo e talvez nem tenhamos muito o que falar, mas diremos: 'lembra daquele álbum?'. Isto só já bastará!
Acabo de perder um desses amigos, amizade de quase quarenta anos, com vários pilares em comum. Um mês antes, quando ele soube que entraria em paliativos, pediu aos amigos que fôssemos ao seu quarto de hospital para uma cantoria. Quando umas oitenta pessoas começaram a se juntar no andar do quarto dele, fomos levados para o terraço do hospital, aonde ele tb foi logo depois e ali ficamos mais de hora conversando e cantando. E agora eu me arrependo de ter ouvido menos Marisa Monte, Talking Heads, Adriana Calcanhoto com ele do que eu gostaria (com as desculpas de atribulações diversas de sempre).
sendo imigrante, posso afirmar que o que a língua separa a música vai lá e aproxima. as relações mais próximas que tenho criado vivendo em outro país começaram nessa troca. inclusive, acho que é meu esporte favorito mostrar música brasileira pros gringos. aí é garantia pra cativar as pessoas certas
Eu tenho um "clube do vinil" aqui com uns amigos, e já levei vários discos brasileiros pra gente escutar. Sempre fico curiosa com a reação.
Built to Spill na agulha da foto?? (Madger detected)
hahaha sim para as duas coisas
Que edição preciosa. Concordo bastante sobre o gosto musical, mas sendo imigrante e estando em desvantagem, ainda assim meus melhores amigos aqui são brasileiros, mas tenho um amigo japonês muito especial com o qual me conectei por causa do gosto musical e do tanto que aprendo sobre a cena musical dos anos 80 e 90 do Japão.
Que delícia deve ser aprender isso, ver todo um caminho sendo aberto. Eu me sinto muito assim quando descubro um disco dos anos 70 de, sei lá, Gana.
Ao ler o texto pensei em como a música aproxima as pessoas e transforma pequenos momentos compartilhados em lembranças que permanecem com a gente.
é isso!
Me deu saudades da vitrola que vendi quando nos mudamos para o carro-casa. Algum dia, ainda vou atrás dela de novo. Era um prazer imenso ouvir música conscientemente.
Comecei a te seguir pra ver se entendo o que é esse carro-casa. Me deixou curiosa, mulher! Vi suas abobrinhas no Notes e já gostei :)
Ah, Carol, agora você me animou para trazer mais sobre o carro-casa na minha news (e finalmente continuar a escrita do livro, que anda parada por falta de tempo). Mas, para te deixar menos curiosa por agora: carro-casa é o jeito carinhoso que encontrei de chamar o nosso motorhome, afinal foi construído por nós <3
Feliz de ter você lá no meu cafofo! As abobrinhas estão enlouquecidas. Hoje já colhi mais quatro 😅🫛
A gente ta perto, mas ta longe. Eu aqui de Vancouver reconheco alguns pilares que nos ajudariam numa possivel amizade... Fellow porto-alegrense here!
Tu me fizeste lembrar as horas a fio que o radio de casa mantinha-se ligado para que minha mae se informasse do assassinato do Daut, mais precisamente do julgamento. Aquilo recheou a minha mente infantil tentando recriar a cena da morte, uma historia super marcante e cheia de personagens.
Consegui conquistar um grupo de amigas aqui a partir de dois hobbies: ler e escrever. Agora estou atras de parcerias pra jogar tenis nas quadras publicas enquanto os dias sao secos e quentes.
Opa, Lucia, o dia que eu for pra aí - ainda quero conhecer Vancouver -, te chamo e jogamos tênis. Agora só viajo com raquete (sou dessas). Se pintar aqui pela Califórnia, avisa também
Foi uma revista Bizz, que eu lia no intervalo da aula, que me aproximou de uma amiga muito queriada. Com ela tenho algumas das memórias mais afetivas. E, talvez, seja apenas o pilar da música, o único que nos conectava de verdade. Faz tempo que não nos vemos.
Lembro agora, também, de um trecho do livro "O Animal Social" (Elliot Aronson), que diz assim "Por que toda cultura conhecida desenvolveu alguma forma de canção, dança, ritmo ou melodia?... ... Na verdade, a música existe em toda parte por causa de seu poder de organizar os indivíduos, em grupos ou times coordenados de uma forma que nada mais consegue fazer, transmitindo informações sobre o humor de um grupo ou um propósito específico para muitas pessoas ao memso tempo... Pense na plateia de concertos oscilando em sicronia com a música, como podemos ir às lágrimas, rir ou dançar ao som de nossa canções favoritas. A música é essencial porque ela nos conecta emocionalmente aos outros".
Belo trecho, obrigada por compartilhar, fez todo o sentido.
E saudades revista Bizz!
Carol querida, obrigada por me lembrar dessa música e das noites adolescentes que passei ouvindo esse disco no meu quarto. Hoje lavaremos a louça do jantar ao som de Bauhaus.
OBS: Eu cantava errado: "All to be the dream". Coisas da juventude...
Sabe que eu nunca tinha parado pra escutar Bauhaus? Sempre há algo novo-velho a ser descoberto.
"Dentre todas as artes, talvez a música seja a que estabelece as conexões humanas mais fortes. Como se disséssemos: se esses acordes e essa voz te emocionam como me emocionam, então só nos resta sermos amigos." Vou ficar com essa no dia de hoje...
E não é? <3
E como! Quantas amizades feitas entre o lado A e o B de um vinil.
Este trecho do seu texto me levou direto para um tempo onde minhas mais importantes amizades se fizeram. Hoje, posso encontrar um velho amigo e talvez nem tenhamos muito o que falar, mas diremos: 'lembra daquele álbum?'. Isto só já bastará!
Você escreve tão bonito!
Obrigada demais <3
Claramente, como imigrante, concordo com você.
Amei essa edição.
Obrigada, Mariana!
Por um mundo com mais amigos que coloquem discos para a gente ouvir. (O V. deixou o vinil todo rolar? Merecia.)
Não deixou! Tínhamos que sair pra ouvir a cantora folk e o conjunto de bluegrass ;)
Acabo de perder um desses amigos, amizade de quase quarenta anos, com vários pilares em comum. Um mês antes, quando ele soube que entraria em paliativos, pediu aos amigos que fôssemos ao seu quarto de hospital para uma cantoria. Quando umas oitenta pessoas começaram a se juntar no andar do quarto dele, fomos levados para o terraço do hospital, aonde ele tb foi logo depois e ali ficamos mais de hora conversando e cantando. E agora eu me arrependo de ter ouvido menos Marisa Monte, Talking Heads, Adriana Calcanhoto com ele do que eu gostaria (com as desculpas de atribulações diversas de sempre).
Nossa, Claudia, sinto muito :( Mas tenho certeza que vocês fizeram uma linda homenagem, digna da pessoa que ele deve ter sido. Um abração para ti <3